A viagem
Aquela solidão que sentia não era de toda ingrata naquele momento, era sobretudo uma sombra do seu antigo eu, um antigo pequenino. E de mãos dadas permaneceram, depois de dias, contemplando o infinito, o céu azul e a vida em sua mais pura forma e esplendor.
De mãos dadas…
Foi assim que, por entre os feixes de luzes de sol, sentados na areia, eles entenderam que a vida é uma caminhada incerta. Decerto, o homem não esperava muito. Embora sua gentileza não falhasse, o mundo não se compadecia.
Aquele olhar…
Convencidos de que a realidade poderia acabar ali mesmo, convencidos de que voltaram pra casa, seu longínquo lar, há muito esquecido dentro daqueles sonhos de natal e aconchego… sonhos que apenas seu menino lembrava. Sonhos de carinho e aconchego, daqueles que te abraçam forte em dias de chuva e frio. Aqueles… aqueles sonhos com gosto de chocolate quente feito pelas mãos de vó.
De mãos dadas…
Foi como chegaram ali e da mesma forma, saíram... um só.
No final, era somente disso que o homem precisava. Era a força para seguir determinado a encarar esse futuro de incertezas.
Ali, consigo, ele fora feliz e realizado.
De mãos dadas.